Clarice Lispector · Rio de Janeiro · setembro 2026
O Ovo e a Galinha · Teatro Oficina, 2025
O Ovo e a Galinha é uma transposição do conto de Clarice Lispector para a linguagem teatral. Um monólogo dirigido na parceria de Ana Hartmann com Joana Medeiros, entre projeções, video mapping, sonorização, trilhas originais e filmagens transmitidas ao vivo.
No palco, Ana Hartmann recebe no próprio corpo as diversas personagens enigmáticas do texto. E também a própria Clarice.
Em 1975, num congresso na Colômbia, Clarice leu esse conto em voz alta pela primeira vez. Cinquenta anos depois, o mistério dela chega ao palco.
Na entrevista à TV Cultura, em 1977, perguntada de qual texto mais gostava, Clarice respondeu: "O Ovo e a Galinha, que é um mistério pra mim." É esse mistério que sobe à cena. O impossível de compreender, mas que dá pra viver junto com o público.
"Uma mistura de teatro, música e performance que mergulha na relação entre o cotidiano e o metafísico do conto de Clarice. Um ovo vira objeto de reflexão sobre a própria existência."
Joana Medeiros estuda o texto desde 2017. Em 2019, Ana Hartmann passa a fazê-lo ao seu lado.
2017. Joana Medeiros realiza as primeiras performances de O Ovo e a Galinha no Rio de Janeiro. No mesmo ano, apresentações no Teatro Oficina, com apoio da OCA (Office of Contemporary Arts), da Noruega, e colaboração de artistas do Brasil, da Alemanha, da Suíça e da Holanda.
2019. Participação na programação Thursday Night Live do Instituto Het Nieuwe, na Holanda. Com apoio financeiro, o projeto se apresenta em Rotterdam. É quando Ana Hartmann entra no processo.
2020. Ensaio aberto no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, em São Paulo.
2025. A peça toma forma de monólogo. Dois ensaios abertos no Teatro Oficina, com a casa lotada: ingressos esgotados em quatro dias e mais de cinco minutos de aplausos, de pé.
2026. A temporada carioca: Teatro Ziembinski, na Tijuca, em setembro. É pra ela que este site existe.




registro O Ovo e a Galinha · Teatro Oficina, 2025
A peça está viva no Instagram:
@ovoeagalinhaPra Clarice ficar em pé no Rio,
falta um pedaço do ovo.